terça-feira, 18 de março de 2014

XXI

É quando ela pausa para escrever
Que vem o incômodo.
Não é o olhar que
instaura o medo –
é a palavra que fere;
que rasga, que encrudece.

Já me dispo do medo
de sentir. Na certeza
de já adivinhar.

É na palavra que
ela me atinge.
É na palavra que
anuncia
o que os olhos,
já cerrados,
não querem mais
sentir.

Natasha Silvestre. Com tecnologia do Blogger.